Sensação boa de se sentir bem. Lampejos de alegria se abatem repentinamente e tudo parece claro, soluto. Li e fiquei feliz. Não sei o motivo. Uma menina maluca escreve coisas que parecem sem sentido, mas só pra quem não sente. Foda-se. Eu sinto. E ela sente melhor do que ninguém. O que seria do mundo sem mentes brilhantes fazendo o serviço de pensar, de sentir? Eu tenho uma mente boa, tenho inteligência, tenho senso de ridículo e bom gosto. Sou isso, ela aquilo. Engraçado. Invejo sua mente. Mas é inveja boa. Menina maluca mesmo, escreve coisas sem pé nem cabeça. Pensa coisas sem pé nem cabeça. Ela vive, pelo menos parece. Sua vida parece um filme, sei lá. A minha parece novela. Que legal ficar contente por alguém. Deu barato ler esses textos, parece brisa. Sei lá. Ouvir Ramones e escrever algo aleatório faz bem. Vou acender um cigarro logo menos e ver a chuva. Na verdade eu queria era tomar essa chuva. Lavar a mente, lavar a alma. Você já ficou alegre hoje?
Priscillar é um verbo bacana.
terça-feira, 25 de outubro de 2011
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Abre o olho, e vê o que ninguém mais vê.
Sinta o mundo, como ninguém mais sente.
Ame como ninguém mais ama.
Realize-se.
A utopia da felicidade.
Se você se acha feliz, faça um balanço da sua vida. Pare pra se perguntar se você é completo, realizado. Você pode até ter bens materiais, conhecer o mundo, estar rodeado de pessoas, contar com verdadeiros amigos, mas, pare e pense se você pode ser considerado feliz.
E qual é a definição de felicidade? O dicionário classifica como estado de quem é feliz, ventura, bem-estar, contentamento, bom resultado, bom êxito, eterna bem-aventurança.
Toda vez que eu leio essa definição eu só penso na parte material, como se os bem-aventurados fossem unicamente os abonados. É o que o dicionário me diz.
Hoje é aniversário da única mulher que eu amei na minha vida, e eu não faço a mínima idéia de onde ela esteja ou com quem esteja, ou se está feliz. Engraçado isso, faz anos que não tenho notícias suas e ainda me lembro dela. Lembro-me das pouquíssimas vezes que a tive, e me lembro que pensei ter alcançado a felicidade quando estive ao seu lado. Eu me senti bem-aventurado, me senti contente, pensei ter sentido a felicidade em minhas mãos.
Mas isso já não existe, e a lamentação não é o ponto principal do texto, foi só um exemplo, uma experiência vivida. O fato é que eu vejo pessoas exaltando sua felicidade, como se ela fosse real, como se ela fosse completa, palpável.
Mentira. Pare de se enganar, você não é feliz, porque ninguém é. A mente humana cresce, mas continua com instintos primitivos, como os de um bebê. Você se surpreende com algo, mas logo esse algo não tem mais importância. Você se sente completo ao comprar um carro, ao se casar, ao ver seu filho nascer, mas depois de um tempo, uma nova prioridade aparece e você muda o rumo novamente, em busca da “nova felicidade”.
Mas se você não é feliz, também não significa que você é triste. Tristeza é um estado de espírito, não um sentimento. Claro que se sua vida não for das melhores e você for rodeado de desgraças você vai me mandar à merda, mas eu estou analisando sentimentos, não pessoas.
Você não é feliz. Esse sentimento não existe. Você é alegre, e isso pode ser constante. Alegria também é estado de espírito, e também significa contentamento. Contentamento. Mas como é que pode ser o significado de felicidade, se ninguém nunca se contenta com o que tem? Que antítese é essa, dentro de uma mesma palavra? Como é possível sentir isso, já que a busca pela felicidade não se contenta?
A única coisa que eu sei, e falo por mim, é que dá pra ser alegre, e é muito bom ser alegre. Não vou perder tempo procurando felicidade, já que ela não existe segundo minha concepção.
Se você é feliz, continue se enganando. Se você consegue mentir pra você mesmo, não há motivos para ser triste.
Existem pessoas que merecem ser alegres, que merecem ser amadas.
Cerque-se delas.
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Uma última batalha
Um cavaleiro, montado em seu cavalo, com sua armadura reluzente e sua espada e escudo empunhados decidiu desbravar terras nunca antes visitadas. Tomou sua bagagem e saiu em uma cruzada pessoal, deixando para trás seus fantasmas, coisas que lhe faziam mal. Lembranças de tempos gloriosos, de batalhas vencidas, de conquistas inenarráveis, de heroísmo e bravura aclamados, tempos distantes. O cavaleiro pega então a estrada, e sozinho faz um balanço de tudo que já havia acontecido em sua vida. Ele começa pensando em sua infância, de tudo que aprendeu com seu pai, da educação recebida da mãe, e de como era fácil não ter de carregar fardo algum. Ele se lembra de suas aventuras, traquinagens, batalhas épicas, que aconteciam em sua mente, e que sempre resultavam em glórias e mais glórias. O cavaleiro foi crescendo, assim como suas responsabilidades. Já não havia tempo para imaginar aventuras, pois elas estavam à beira de se transformar em realidade. Ele se lembra de tudo que aprendeu com seu mestre, do dia em que empunhou uma espada pela primeira vez, da sua primeira montaria, seus primeiros treinamentos de batalha e estratégia. O cavaleiro faz uma pausa em sua viagem e se deita sob uma árvore para descansar, pois já há tempo que pegou a estrada e seu cavalo, assim como ele, já não é tão jovem. Ao deitar-se, ele adormece e sonha com tudo que havia pensado durante a viagem, e vê claramente as situações pelas quais passou, com o mínimo detalhe, como se fosse um filme. Em seus sonhos ele é grandioso, respeitado, famoso e conquistador, coisas que realmente foi, mas em escala não tão excepcional. Ele desperta do sonho com uma brisa forte, um cheiro de chuva chegando, e isso faz com que se apronte novamente para seguir viagem. Assim que monta em seu cavalo, volta a pensar na sua vida, só que agora já na fase adulta. Lembra-se da sua primeira batalha, de sua primeira vítima, e de como ela merecia o destino que ele havia lhe dado. Lembra de sua primeira noite em companhia de uma mulher, e de como ficou envergonhado ao ver um corpo feminino nu em sua frente. Lembra-se do sabor da torta de morangos de um vilarejo que freqüentava, do buquê do vinho que sempre lhe era servido, da companhia de amigos que já se foram em batalhas, e de tudo que lhe completava nessa fase de sua vida. O cavaleiro serviu sua Rainha durante muitos anos, e ela sempre lhe dizia que cavaleiro melhor não havia. Ninguém manejava uma espada tão bem, nem conseguia desmantelar exércitos com tanta facilidade quanto ele. Durante um tempo ele também se considerou incrível, e invencível também. Achava que era um deus e que nada poderia lhe ferir, ninguém era capaz de tal façanha. Já era noite quando o cavaleiro resolveu parar pela segunda vez, só que agora ele estava numa vila, então a melhor solução para aliviar seu cansaço seria uma boa estalagem. Como era um homem de costumes, foi ao lugar que sempre freqüentou, porém, o tempo havia mudado tudo por lá, e ele então percebeu que suas memórias ali já não existiam, como as pessoas que sempre lhe serviram. Mesmo assim se instalou no local, e chegando aos seus aposentos provisórios, foi logo se despindo de sua pesada armadura e de todo seu armamento. Entrou na água fervente da banheira totalmente despido, acompanhado somente de uma garrafa de vinho barato, que lhe foi oferecido como cortesia. Enquanto se banhava, passava a mão em suas cicatrizes espalhadas pelo corpo, e lembrava exatamente como cada uma tinha sido feita, e também, quem havia lhes proporcionado. Todas já eram antigas, e os guerreiros que lhe tinham causado as cicatrizes, já não estavam em vida. Quando a água já havia esfriado e a segunda garrafa esvaziado, ele se levantou, cambaleando, e chegou até a cama, que ele acreditava ser um pouco mais macia, pelo que se lembrava. Quando adormeceu, voltou a sonhar com suas batalhas, e uma em especial sempre lhe ocorria. Era a mais épica de todas, e também era àquela que lhe fez se retirar dos campos de batalha. Havia acontecido já havia trinta anos, mas ele se lembra perfeitamente de todos os detalhes. Ele estava no comando de mais de cinco mil homens, e seus inimigos tinham pelo menos o triplo do seu contingente. Ele se lembra perfeitamente dos rostos de seus homens, diante da iminente derrota, se apegando em suas crenças, pedindo perdão e agradecendo pela vida que tiveram. Ele se lembra de seu discurso forte, com palavras que havia aprendido com o pai, que faziam ferver o sangue de seus homens. Ele corria na frente de seu exército, sobre o seu cavalo, sob sua armadura, e a chuva que caia se misturava às lágrimas daqueles que já tinham abraçado a morte, antes mesmo de sua chegada. O cavaleiro termina seu discurso e os urros são ouvidos há milhas de distância, e o barulho das espadas e lanças contra os escudos se torna ensurdecedor. Ele ordena o ataque, e seus homens seguem em frente, montados em seus cavalos ou não, contra uma barreira de lanças e escudos que ficaram imóveis, mesmo depois da ordem de ataque inimiga. Ele lembra perfeitamente de como as lanças perfuravam os corpos, e das expressões de dor e desespero de seus homens, quando encontravam a morte. Assim que a primeira defesa inimiga ruiu, ele se juntou aos homens que comandava e saiu em um trote furioso com seu cavalo, e por onde passava, feria mortalmente o inimigo. Depois de três dias de batalha, ele finalmente baixou sua espada, e olhou em sua volta e quase não conseguia ver a terra, pois os corpos caídos cobriam praticamente todo o campo de batalha. Ele enfim encontra seu cavalo, ferido e amuado, e lhe faz um curativo provisório, conseguindo lhe tirar dali. Seus homens, que agora não passavam de quinhentos, entoavam cânticos de vitória misturados com um choro pela perda de amigos, irmãos, pais e filhos, e cantavam enquanto recolhiam os corpos ou o que havia restado deles. O cavaleiro então chora, não por estar vivo, mas por não ter ninguém ali para chorar. E é isso que lhe faz decidir abandonar essa vida de batalhas, e viajar para algum lugar onde possa encontrar alguém por quem possa chorar um dia.
Quando o cavaleiro desperta, já é dia, e o sol invade seu quarto e aquece seu corpo. Ele se levanta e já começa a se vestir, não pode perder tempo, tem de continuar a viagem. Depois de vestido e devidamente alimentado, ele vai ao estábulo e toma seu velho cavalo de volta, um tanto quanto revigorado depois de uma noite de descanso. Montado em seu cavalo, ele volta para a estrada e segue em busca de sua próxima aventura, que espera ser a última. Encontrar o motivo de seu pranto, ainda desconhecido. Essa é a única batalha que ele deseja perder, por isso deixa pelo caminho sua espada, seu escudo, sua armadura, para não ter como se defender do amor que busca encontrar.
sábado, 8 de outubro de 2011
Contradição feminina
Mulheres vivem pedindo aos céus o chamado "homem perfeito". O homem que tem de ser carinhoso, devoto, sincero, fiel, surpreendente, apaixonante, divertido, simpático (apenas com sua "dona"), entre outros tantos adjetivos. O que mais vejo são posts em redes sociais de preces como essa. Mulheres que rogam aos céus por uma benção dessas, mesmo crendo que seres como esse são folclóricos. Mas uma coisa me chama a atenção. Por que vocês, mulheres, continuam sempre em companhia de homens, que na maioria das vezes, são o oposto disso?! Eu não sei qual a finalidade dessas campanhas "Procura-se o homem perfeito", se, quando eles estão na frente de vocês, mulheres, ainda acabam optando pelo troglodita da escola, ou pelo gatinho da faculdade, ou pelo malandro da vila, ou pelo fortão da academia...
A cabeça de vocês, mulheres, é um mistério. Vocês pensam que os homens (de verdade), não sabem como se deve, realmente, tratar o sexo oposto. Principalmente quando a mulher em questão, é a paixão do homem (de verdade). Existem homens que ainda pensam que uma noite sem sexo não é o fim do mundo, que uma conversa sem pretensões é possível, que a amizade vem antes do amor, e que junto dele, se fortalece. Homens ainda são seres confiáveis, reitero que me refiro aos homens de verdade, e não aqueles que mais vejo acompanhando grande maioria de vocês. Os homens de verdade, na maioria das vezes, não são dotados de rara beleza (experiência própria), nem tem o corpo perfeito (olha eu aqui de novo), mas o lado bom é que a maioria das mulheres não cobiçam homens feios, ha!
Essa última parte foi só uma piada infeliz, mas o que eu realmente quero dizer é que, antes de incomodarem os deuses com súplicas por homens perfeitos, olhem ao seu redor, e vejam se não existe um cara feio muito gente boa que te ama secretamente. Isso não é uma campanha para desencalhar a rapaziada desprovida de beleza, e sim, uma dica para que vocês consigam encontrar o amor verdadeiro onde ele está na maioria das vezes. Ao seu lado.
Ainda existe salvação para essa raça, apelidada carinhosamente de filhos-da-puta.
A cabeça de vocês, mulheres, é um mistério. Vocês pensam que os homens (de verdade), não sabem como se deve, realmente, tratar o sexo oposto. Principalmente quando a mulher em questão, é a paixão do homem (de verdade). Existem homens que ainda pensam que uma noite sem sexo não é o fim do mundo, que uma conversa sem pretensões é possível, que a amizade vem antes do amor, e que junto dele, se fortalece. Homens ainda são seres confiáveis, reitero que me refiro aos homens de verdade, e não aqueles que mais vejo acompanhando grande maioria de vocês. Os homens de verdade, na maioria das vezes, não são dotados de rara beleza (experiência própria), nem tem o corpo perfeito (olha eu aqui de novo), mas o lado bom é que a maioria das mulheres não cobiçam homens feios, ha!
Essa última parte foi só uma piada infeliz, mas o que eu realmente quero dizer é que, antes de incomodarem os deuses com súplicas por homens perfeitos, olhem ao seu redor, e vejam se não existe um cara feio muito gente boa que te ama secretamente. Isso não é uma campanha para desencalhar a rapaziada desprovida de beleza, e sim, uma dica para que vocês consigam encontrar o amor verdadeiro onde ele está na maioria das vezes. Ao seu lado.
Ainda existe salvação para essa raça, apelidada carinhosamente de filhos-da-puta.
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