Mais de três anos em silêncio. Mais de três anos longe de mim mesmo. Muita coisa aconteceu nesse "meio" tempo. Idas e vindas, encontros e desencontros, entre tantos outros clichês. Há tempos que a colega inspiração não aparecia. Estava meio tímida, dava um lampejo aqui um acolá, mas nada que se firmasse ou que fizesse sentido. Eu que ia embalado de Itunes, hoje vou de Spotify. Belíssimo aplicativo, diga-se de passagem.
Mas o que me traz até aqui nessa madrugada?
Muita coisa. Mas tá uma bagunça aqui que tá complicado. Tem alguma coisa me incomodando, mas ela não tem forma, não tem nome e nem rosto. É uma sensação esquisita. Parece que tá tudo errado. Eu não sei se sou só eu, ou se é todo mundo que anda diferente. Tem muita opinião diferente da minha por aí. E eu ~ainda~ não sei como lidar com isso, rs. Sempre tive certeza de que a razão sempre esteve ao meu favor, mas nesses três anos de exílio, comecei a me deparar com pensamentos, situações e doutrinas diferentes, e o pior é que fazem sentido!
Mas como é que pode ser uma porra dessas?!
Logo eu?! Que sempre estive certo?! Sempre escutei a melhor música, sempre assisti os melhores filmes, sempre tive certeza de estar certo, de pensar certo, de ser justo?!
Errei.
Rude.
Passei por muita coisa, conheci lugares que jamais imaginaria conhecer, pessoas que jamais imaginei que existissem e essas, em sua incrível simplicidade, me deram uma aula de inteligência. A soberba é sorrateira. Quando você se dá conta, foi pego pela imbecilidade.
Cara, eu não sou imbecil. Mas confesso que estive imbecil. Por demais.
Acho que esse é o mal do mundo. A soberba, que anda fazendo geral ficar imbecil. Que fique bem claro a gritante diferença entre ser e estar imbecil. A inversão de valores é evidente, as novas tendencias, os novos ídolos, as novas ideologias, os novos Messias.
Será soberba minha de novo?
O momento político é crítico. O país está dividido em dois. Nada acontece. Tem crise, inflação, desemprego, violência, péssima distribuição de renda, futebol falido. Vivemos um 2016 travestido de 1994. Acho que é por isso que estou tão confuso, tão engasgado. Nesses três anos ficou difícil se expressar sem ser julgado, pois se você não agrada "x" ou "y" tem alguma coisa errada.
Escrevo em parágrafos porque ainda estou pensando em parágrafos. Desculpe se está tudo meio desconexo, mas eu juro que tudo faz sentido.
Hoje eu li que TODOS NÓS SOMOS O RESULTADO DO MEIO EM QUE VIVEMOS, e acho que é por isso que estamos meio imbecis. Os caráteres que vêm sendo formados estão totalmente deturpados. Tá tudo meio burro. Tudo.
Tudo é meme, tudo é piada e a vida virou uma anedota. Embora memes sejam engraçados, a gente tá rindo muito de tudo, e já dizia Frejat que "rir é bom, mas rir de tudo é desespero". E nessa de não levarmos nada a sério e termos aquela velha opinião formada sobre tudo ficamos num eterno jogo de morde e assopra. Tem gente perdendo amigo pela piada, literalmente! Esquecemos que discussão não significa briga, e que divergir (as vezes), é o melhor caminho.
To "cavucando" aqui, mas tá embaçado. Tá indo no tranco!
Já li e reli esse texto procurando um pouco de hipocrisia, mas acho que consegui ser sincero, embora pouco claro.
Vou fazer minha parte. Evitar a soberba. Se pá esse é o caminho.
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